segunda-feira, 5 de maio de 2008

Interculturalidade



A área-chave de Cidadania e Profissionalidade apela muitas vezes à questão da interculturalidade. Embora muitas vezes possamos não ter presente os conflitos e as controvérsias que este tema nos apresenta, nada como nos confrotarmos com imagens e reflectirmos sobre estas.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Como?

O processo RVCC tem por base o Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos - Nível Básico e o Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos – Nível Secundário e está organizado em duas fases: Reconhecimento e Validação.
O Reconhecimento consiste numa reflexão sobre a experiência de vida, através de um conjunto de instrumentos, com o objectivo de identificar e reconhecer todas as competências adquiridas ao longo da vida. A equipa técnico-pedagógica (Profissional de RVC e Técnicos das áreas de competências-chave) apoia o adulto na organização das evidências dessas competências, no seu Dossier Pessoal ou Portefólio Reflexivo de Aprendizagens (nível secundário), que também poderá ser construído de forma autónoma.
O trabalho desenvolvido em sessões com a equipa possibilita o reconhecimento das competências que o adulto possui, face ao Referencial de Competências-Chave. Se forem diagnosticadas necessidades de formação, o adulto será encaminhado para Formação Complementar de duração reduzida, visando a aquisição das competências necessárias para a certificação.
O Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos - Nível Básico abrange as seguintes áreas: Linguagem e Comunicação (LC); Matemática Para a Vida (MV); Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC); Cidadania e Empregabilidade (CE).
O Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos – Nível Secundário abrange as seguintes áreas: Sociedade, Tecnologia e Ciência (STC); Cultura, Língua, Comunicação (CLC); Cidadania e Profissionalidade (CP).
A validação das competências identificadas efectua-se numa sessão de júri, constituído pelo Profissional de RVC que acompanhou o adulto na fase de Reconhecimento, pelos Técnicos das áreas de competências-chave e ainda por um Avaliador Externo, devidamente acreditado pelo organismo competente. Se vir validadas todas as áreas de competências-chave, o adulto obterá uma certificação de nível básico ou secundário.

Para quem?

O CNO é dirigido a adultos que não possuam o nível básico ou secundário de educação e tenham adquirido conhecimentos e competências através da sua experiência de vida.
Poderão aceder ao nível básico de educação (4.º, 6.º ou 9.º ano de escolaridade) adultos que:
- Tenham 18 anos ou mais anos de idade;
- Não frequentaram ou concluíram o 4.º, 6.º ou 9.º ano de escolaridade.

Poderão aceder ao nível secundário de educação (12.º ano de escolaridade) adultos que tenham 18 anos ou mais de idade e cumpram um dos seguintes requisitos:
- Frequentaram o nível secundário, há mais de três anos, sem o concluir (requisito aplicável até 2010);
- Disponham, no mínimo, de três anos de experiência profissional.

CNO, o que é?

O Centro Novas Oportunidades (CNO) da EPO é um dos 269 CNO's existentes no país; iniciou o seu funcionamento a 28 de Novembro de 2001 sob tutela da ANEFA- Agência Nacional de Educação e Formação de Adultos, actual Agência Nacional para a Qualificação (Portaria n.º 1082-A/2001 de 5 de Setembro, alterada pela Portaria n.º86/2007 de 12 de Janeiro).
O CNO tem em vista a melhoria dos níveis de certificação escolar dos adultos maiores de 18 anos de idade que não possuam o nível básico ou secundário de escolaridade, através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida.
Através do processo RVCC é possível reconhecer, validar e certificar os conhecimentos e as competências resultantes da experiência adquirida em diferentes contextos ao longo da vida. A certificação obtida permite não só a valorização pessoal, social e profissional, mas também o prosseguimento de estudos/formação.